Asa de Portugal
25 03 2008Comentários : Leave a Comment »
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Voluntário para a FAP
25 03 2008Aos 16 anos, mas muito antes já queria ir para a FAP como voluntário, sem os meus pais saberem apanhei um barco para Lisboa.
Já tinha pedido informações pelos correios ao CRM da FAP. Mas com medo que não me voltassem a escrever, visto que tinha estragado os papeis da candidatura que me tinham enviado, fui á socapa a Lisboa.
Tinha tudo programado.
Na Av. da Liberdade lá consegui trazer os ingressos. Quem lá estava, olhou para mim e perguntou-me logo a idade. 16 anos, disse eu.
Recebi como resposta que só podia ingressar na FAP aos 17 anos com autorização dos meus pais.
Sei que nesta altura ainda tinha aulas, portanto devia estar no mês de Maio. A minha ideia era terminar o 9º ano e ingressar. Sendo assim, tinha que esperar até Janeiro para fazer os 17 anos.
Assim foi, um dia após os 17 anos, já o meu pai estava mentalizado entreguei-lhe a declaração para assinar.
Sempre me apoiou e sempre me perguntou, “É isto mesmo que queres?”.
É, era e foi…
Enviei os papeis para o CRM e esperei.
Dia após dia, aguardava uma resposta que me chamasse. Já tinha um amigo na escola de praças da FAP e gostava de falar com ele. Hoje já falecido (muito novo por doença natural) mas era para mim o exemplo a seguir.
Em Abril de 1990 fui chamado para fazer testes na BALUM.
Dei a noticia na escola. Todo emproado, comuniquei que ia fazer testes para ingressar na FORÇA AÉREA. Todos os miudos e miudas da turma passaram-me a olhar de maneira diferente.
Claro que me subiu o ego.
Lá fui então apresentar-me no CRM, levei uma chapa de MANCEBO (que raio de nome), nunca tinha ouvido falar. Era dos mais novos e fui um bocado gozado. No entanto, de cabeça erguida lá entrei no autocarro que me ia levar á Pr. do Chile para fazer uma micro e depois para a BALUM.
Concorri a OPINF, OPCOM e uma terceira opção que já não me lembro.
Fui o unico deste grupo a fazer os testes para OPCOM. Mas o que eu queria mesmo era ser OPINF. No entanto, já na parte final dos testes, que tinham corrido bem fui informado para usar óculos, visto que me tinha sido detectado um principio de miopia. Hoje, confirma-se.
Depois de massacrado pelo Psicologo, visto ser tão novo, só me perguntava “Você não está a fugir de casa?”, “Tem problemas familiares?”. Tremi e tive medo, não vou entrar devido a isto.
Na sala ao final do terceiro dia de testes (1º dia foi testes médicos, 2º dia psicotecnicos e 3º dia psicotecnico e entrevistas pessoais) aguardavamos a ultima entrevista para saber se entravamos e para que especialidade iamos.
Saiu de lá um rapaz a gritar vou para piloto, vou para piloto. Dava pulos (ainda tenha a sua imagem na mente). Todos os outros estavam parvos, pois estes testes eram para praças.
Quando ele referiu que ia ser PA (piloto aviador) todos começaram a rir e a gozar com ele.
PA era e é Policia Aérea. Mas não desistiu e mantenve-se na especialidade.
Fui chamado. No inicio da entrevista o desanimo. Fui informado que as vagas para OPINF estavam preenchidas. Como tinha feito os testes para OPCOM e fui o unico, fui informado que os testes tinha corrido bem. Tinha acertado 100% no teste de MORSE (que também era facil).
Pensei para mim, consegui entrar e vou desistir porque não tenho vagas em OPINF?
Aceitei e fui para OPCOM (Operador de Comunicações).
Hoje não me arrependo e tenho orgulho na especialidade que tive. Todos temos orgulho na especialidade que temos, eu sei ver isso, mas nunca pensei que OPCOM fosse como foi.
Com uma justificação de APTO, cheguei á escola numa terça. Fiz testes numa quinta, sexta e segunda. Quando cheguei á escola (tinha aulas no P1 da escola Jorge Peixinho no Montijo) toda a gente correu para mim.
“Então, não entras-te?” foi o que me perguntaram logo. Pensavam que se ficasse apto, já não vinha a casa.
Mostrei o papel com orgulho, afinal já lá estava.
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Aeroporto da Madeira
5 03 2008Comentários : Leave a Comment »
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